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Bloody Disgusting: Bill Skarsgård conta detalhes sobre sua interpretação de ‘Pennywise’, em “IT: A Coisa'”
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Em entrevista exclusiva para o site Bloody Disgusting, Bill Skarsgård comenta sobre sua exploração para tornar-se o novo ‘Pennywise‘ em “It: A Coisa'”.

Inspirada na novela original de Stephen King lançada em 1986, Andy Muschietti dirigiu “IT” com uma grande quantidade de fãs do gênero especulando sobre o que esperar da adaptação. No entanto, a nostalgia fez com que alguns fãs recoressem às minisséries originais para relembrar como a performance de Tim Curry como o infame Pennywise tornou-se um dos ícones mais memoráveis da história dos filmes de terror, com incontáveis fantasias de cosplay, redencoes artísticas e inspirando crianças do mundo todo a terem medo de palhaço por anos. Seguir os passos de Curry é um desafio, mas Skarsgård acredita que ele e o diretor Muschietti cravaram algo realmente especial que irá deixar o público esperando pela segunda parte.
Eu trabalhei muito duro para criar minha própria interpretação do personagem de Stephen King”, diz Skarsgård sobre seu papel na versão 2017 do personagem. “A performance de Tim Curry é indicutivelmente iconica, mas toda [minissérie], para mim, de longe, é algo que se deveria fazer um remake, ou até mesmo uma re-adaptação, isso mostra o quanto eu quer ver o filme. Não é um remake da série da TV, mas é uma re-adaptação do livro de Stephen King”.

Esta é uma distinção importante dos olhos do ator estrela de IT. Ele não está tentando recriar o filme original que todos nós crescemos assistindo a personagem lendária de Curry, mas sim tentar criar um trabalho original criado por King.

Baseado nos anos 1980, a novela original, simplesmente intitulada “IT“, segue uma gangue de amigos que se referem como “The Loser’s Club“, que passam seus tempos livres como qualquer criança que vive em uma cidade do interior, onde não tem muitas coisas para se fazer – escalando morros, nadando em rios, fazendo piadas e sofrendo bullying por aqueles que querem puni-los por serem menos populares que os outros. Aos poucos, cada criança da gangue começa ter encontros surreais com a misteriosa criatura, cada circunstância estranha envolvendo o estranho palhaço, que sabe cada medo delas e os trazem de forma horrível te para a superfície.
Uma vez que a equipe percebe que todos eles estão vendo o mesmo palhaço, eles começam desvendar o mistério dessa pequena cidade e começam entender que eles estão lidando com muito mais do que um fragmento de suas imaginaçoes – é o mal por si próprio, manifestado em diversas formas, e chegando para pegá-los, um de cada vez.
Eu acho que são quase 1.200 páginas, mas eu usei o livro porque o que estava no Script não demonstrava muito sobre quem o personagem é“, diz Skarsgård. “Eu li o livro e fiz muitas anotações sobre todas as coisas que descreviam Pennywise de algum modo, ou que descrevia a “Coisa” de alguma maneira. Tem muitos capítulos ótimos onde a ‘Coisa’, a entidade, é o narrador. Você ouve seus pensamentos e o que ele acha de todas aquelas coisas, existe um grande material para se inspirar e para pensar sobre ele, como: ‘oh, o que é isso falando?, Porque ele está aqui?, O que ele gostar de pensar? O que ele gosta de fazer?, O que ele não gosta?’ – eu poderia usar todas essas coisas para fazer minha própria interpretação e minha própria versão do que a ‘Coisa’ é, e então sobre o que o Pennywise é, em termos de entrar no personagem.”

Um dos aspectos mais petrificante sobre esse conto de terror é o fato que o monstruoso palhaço não vai embora depois de matar alguém – ele vai embora depois das crianças. Desamparadas, as crianças, que tem os pais que não acreditam que eles são forçados a irem contra uma entidade que está caçando eles na escuridão de suas casas à noite e na luz do dia, deixando eles sem escapatórias para fuga, e sem figuras autoritárias para confiar. Uma das cenas mais assustadoras é quando Pennywise aparece em um bueiro e chama por o irmão mais novo de Bill, Georgie, que perdeu seu barco de papel em uma tempestade. Pretendendo ser um palhaço brincalhão, Pennywise puxa Georgie para dentro do bueiro, e dependendo da versão que você está lidando, arranca o braço dele.

Com o fato de trabalhar com crianças no filme, Skarsgård preferiu se manter distante das crianças para criar efeitos reais de medo, mas também não queria assustar de verdade seus atores mirins, que são muito mais jovens que ele.
[Muschietti] tentou manter [as crianças] separadas de mim, porque nós pensamos que seria uma boa ideia, nos queríamos ter um tipo de tensão entre Pennywise e as crianças”, explica Skarsgård sobre manter o medo palpável no estúdio. “Então, as crianças começaram a filmar o filme quase um mês antes e depois eles começaram a fazer a cena com Pennywise, e minha primeira cena foi com Jack Grazer, que interpreta Eddie no filme, e foi uma cena muito intensa, muito física. Algumas cenas podiam ser realmente muito intensas, e eu acredito que a cena de qualquer maneira seria meio intensa para Jack. Mas depois de fazermos pela primeira vez, eu tive que ter certeza que ele estava bem e ele estava muito animado, ele disse: ‘Sim! Isso foi ótimo cara! Foi incrível! Eu amo o que você está fazendo como o personagem’, E ele estava realmente animado sobre aquilo. E eu pensei: ‘tudo bem, eu não estou lidando com criancinhas aqui, estou lidando com pequenos atores”.

De acordo com Skarsgård, a única vez de verdade que trabalhar com atores menores tornou-se preocupante foi quando ele estava atuando ao lado de Jackson Robert Scott, também conhecido como ‘Georgie”, para filmar a famosa cena do bueiro.
Eu acho que a única diferença no elenco foi trabalhar com Georgie, o Jackson, e ele tem sete anos de idade, e aquilo foi diferente porque ele era de longe a criança mais nova. Então, para ele, havia essa diferença no meio, nós tivemos que trabalhar com ele de maneira um pouco mais diferente, porque durante a gravação da cena da chuva, no bueiro, ele estava notavelmente afetado por me ver no bueiro [risos]. Mas somos bons amigos na vida real.”

Quando Skarsgård conseguiu o papel, ele disse que ele e Muschietti trabalharam muito para criar uma versão completamente imprevisível e animalistica de Pennywise, que é algo que nós nunca vimos antes.
Essencialmente, o que você terminará vendo no filme é meus próprios medos profundos“, diz Skarsgård sobre a profundidade de seu vilão. “Ultimamente, é essencial, que seja a coisa mais estranha e bizarra que nós poderíamos ter feito, foi importante para mim fazer algo absurdo para o personagem, tinha algo meio que, inexplicável, como: ‘porque ele soava daquela maneira?, Porque ele está fazendo isto?, ele é um personagem absurdamente imprevisível que irá pegar as pessoas desprevinidas. Você não tem ideia do que ele irá fazer, não tem uma maneira de saber quais serão seus próximos atos.”

No livro, a ‘Coisa’ não é apenas Pennywise, o palhaço, ela pode se tornar em diferentes formas severas de acordo com os medos de quem ele está caçando naquele momento. Independente de qual seja o maior medo da pessoa, a ‘Coisa’ se torna a forma mais distinta e terrível dele.

Eu não quis que o palhaço fosse completamente separado da entidade” diz Skarsgård sobre suas decisões de criar o personagem. “Eu queria que a ‘Coisa’ se realssace sobre o Pennywise, como o aposto de Pennywise sendo apenas o palhaço, então tem muitas coisas que a entidade era que eu quis ser por trás do Pennywise todas as vezes.
Eu acho que no final do dia, isso é a definição de atuação, é isso que você cria neste universo infinito para o personagem que você está inpretenxo, e é isto que faz você ser compromissado com a história que você está fazendo. Então, independente do personagem que você interpreta, você explora de maneira infinitas mais que uma página, você usa essa exploração para fazer o personagem que está presente no filme. Eu espero que tenha muitas coisas pequenas que se as pessoas assistirem ao filme algumas vezes, eles irão ver e interpretar meu pensamento sobre o que é Pennywise cada vez que eles assistirem”.

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